Bukowski Sobre Gatos ☕

⭐⭐⭐⭐

Sinopse: O gato é o belíssimo diabo.
Gatos são os animais mais admirados por Charles Bukowski, que chegou a ter vários deles ao mesmo tempo. Considerava-os professores, sábios e sobreviventes – como ele próprio. Esta coletânea é composta de textos inéditos sobre esses bichos misteriosos que tocaram a alma alquebrada do Velho Safado. Uma leitura crua, terna e divertida.
Bukowski e gatos, duas paixões.
Charles Bukowski, o poeta da sarjeta e da ressaca, o romancista do desencanto do sonho americano, quem diria, tinha um fraco por bichanos peludos e ronronantes. Principalmente na velhice, tornou-se sentimental com os felinos, que considerava criaturas majestosas, potentes e inescrutáveis, seres sensíveis cujo olhar inquietante pode penetrar as profundezas da alma. Eram, para ele, forças únicas da natureza, emissários sutis da beleza e do amor.
Abel Debritto, biógrafo do autor que editou duas outras coletâneas temáticas, sobre o amor e escrever para não enlouquecer, reuniu aqui poemas e textos em prosa inéditos contendo reflexões sobre os animais que tanto fascínio e respeito provocavam em Bukowski. Os felinos retratados por ele são muitas vezes ferozes e exigentes. Ele os mostra perseguindo uma presa, passeando sobre páginas datilografadas, acordando-o com unhadas e mordidas.
Se o personagem Henry Chinaski era seu alterego, os gatos são seus alterego de quatro patas. Pois, ao discorrer sobre gatos – vagabundos, lutadores, caçadores e sobreviventes –, o Velho Safado fala, na verdade, sobre seu melhor assunto: ele próprio.



     Para quem não conhece, Henry Charles Bukowski Jr foi um poeta, contista e romancista, nasceu na Alemanha e veio a falecer em 1994 nos EUA. Charles é conhecido como velho safado pelo seu estilo obsceno, suas bebedeiras e por ser rabugento. Me deparei com sua obra por acaso, quando uma amiga disse que Bukowski era o meu eu masculino, fechada, reclamona, sem paciência, apaixonada por gatos e sem muito amor pelas pessoas. 
     Depois de ler alguns textos soltos do romancista, me envolvi completamente em seu mundo até então desconhecido. Queria muito ter conhecido esse velho safado, teríamos tanto do que reclamar! O primeiro poema que li dele foi "Pássaro Azul".

"há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí, não deixarei
que ninguém o veja".

Ahhhh Bukowski, tbm tenho meu pássaro azul e sou demasiada orgulhosa para deixá-lo​ sair tbm.
-T



Autor: Charles Bukowski
Páginas: 128 
Editora: L&PM
Gênero: Literatura Estrangeira

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