Estudando para a prova de psicologia aplicada ao direito encontrei em um texto o caso de um rapaz de 35 anos chamado Paulinho que aos 13 percebeu que sentia menos alegria em viver do que as outras pessoas.Comecei a ligar a história com a do livro "A Playlist de Hayden".
Paulinho aos 17 anos, tentou suicídio tomando 240 dos comprimidos que usava no tratamento contra depressão, mas não teve êxito, enquanto que Hayden aos 16 tomou os remédios da mãe com vodka e morreu.
No entender de Paulinho essa vontade de morrer nasce da culpa que ele sentia por existir.
"Muito fazia, mas não conseguia ter o amor de meus pais" - Ele dizia.
O que por incrível que pareça também acontecia com Hayden, tentava não contrariá-los, mas eles sempre encontravam um jeito de machucá-lo com palavras.
Aos 25 anos Paulinho tentou suicídio de novo e sem plano de saúde, foi levado e acolhido pelo Cersam.
'Nem acreditava que existiam pessoas que de graça pudessem me tratar tão bem".
Ele descobriu que existia vida fora de seu mundo. Teve força de vontade para querer melhorar e, embora diga não estar totalmente recuperado, conta que consegue ter momentos de alegria, enquanto vai superando a dor.
Infelizmente não podemos dizer o mesmo de Hayden, ninguém sabia exatamente o que se passava na cabeça dele, já que ele era tímido e muito quieto.
Embora o caso de Paulinho seja real e o de Hayden ficção, achei muito bacana comparar as histórias e perceber que as vezes a ficção está bem próxima a realidade.
Quem sabe um pouco mais de atenção, compreensão e carinho não tivesse ajudado Hayden como ajudou Paulinho?
Precisamos olhar com mais atenção e compaixão as pessoas ao nosso redor, pois uma atitude ou omissão pode mudar para sempre a vida de alguém.
-T




Nenhum comentário:
Postar um comentário