A primeira da família, Bina chegou em um dia chuvoso de Maio. Aquela pequenina listrada estava em um cantinho do estacionamento do supermercado sendo chutada de um lado para o outro.
Minha mãe muito altruísta e muito impulsiva disse: "Salvarei este ser" e assim o fez. Comprou uma caixa de areia, areia e ração, pegou a gatinha e levou para casa. Chegando em nossa humilde residência, e quando digo humilde não estou usando de eufemismo, ficamos nós quatro (pai, mãe, meu irmão e eu) todos olhando para gata, sem saber que procedências tomar. Era a primeira vez que criaríamos um bichano.
Não guiamos a Bina, ela que nos guiou mostrando como era ter um gato na casa. ela sabe onde tem que fazer suas necessidades, pedi sua comida, tem seu espaço, brinca quando quer e é a dona da casa. Hoje essa "simpática" gatinha tem 5 anos de pura empatia.
Algum tempo depois, "No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho", tinha um gatinho no meio do caminho, um gatinho preto, todo sujo, com um furo no olho, miando assustado e sozinho. O que meu irmão fez? Vamos levar para casa! Chegando em casa, com um bom banho, soro, vacina, carinho, muito amor, nossa neguinha já tem 5 anos de pura coragem.
OBS: Neguinha tem um hábito muito engraçado de chupar o próprio rabo quando vai dormir.
Pulando mais alguns meses, minha vó com duas gatas que tinham acabado de ter filhotes, ficou apavorada por não conseguir ninguém que quisesse adotar, eu com pena do destino dos gatinhos, decidi salvar um dos vários que não teriam um destino tão bom, com uma casa e alguém para amá-los.
Braun, minha cinza linda, medrosa e linguaruda.
Bilu, o que falar do amor da minha vida? Em um dia comum, olhando para o horizonte não tão bonito assim das ruas de Fortaleza, minha mãe viu uma vizinha empurrando com a vassoura um gatinho bem pequeno, com pena ela pediu um amigo para ir lá buscar o gato, ele pegou e disse: "Elis, tem olho azul!" kkk. E assim começou minha história de amor com essa coisa branca dos olhos azuis, o chorão, preguiçoso, amoroso e comilão do Lhulhu!
Logo quando ele chegou, como era muito pequeno, precisou de mamadeira, de muito carinho, paciência e etc... Teve uma época em que ele chupava a minha orelha e depois passou para o dedo mindinho. Agora como virou um rapaz de 4 anos, cresceu e não faz mais isso.
Meu pai não achando suficiente ter 4 gatos, resolveu expor seu sentimento de solidão, afirmando que precisava de um carinho que só um cachorro daria. Meu primo então disse que tinha uma amiga que estava doando alguns cachorros. Fui até a casa dela e vi aqueles filhotes maravilhosos e bom, quem não se apaixonaria pelas patinhas brancas? Lilo é completamente louca, brincalhona, elétrica e mesmo com a implicância da minha mãe no começo, agora é um amor incondicional pela Lilo!
Depois de ter 4 gatos e um cachorro, pensei que a cota já estava boa. Mas o destino pregou uma peça. Uma gata apareceu na minha casa e não queria mais sair, como ela aparecia e sumia dentro de casa, acabamos chamando ela de Fantasma. Viajei por 15 dias, quando voltei, no outro dia ela teve 3 filhotes.
Qualquer ser humano sensato diria que esperaria os filhotes desmamarem e começaria o processo de doação, bom, era nossa ideia, até ver aqueles pingos de fofura correndo pela casa. Agora só penso em apadrinhar e não doar. Acho que sou definitivamente a veia dos gatos. 8 gatos e 1 auau!
-T










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