A garota que você deixou para trás


Sinopse: Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

     Comecei a ler esse livro sem saber absolutamente nada sobre o que se tratava a história, pois ganhei de uma amiga. Achei que fosse só mais um enredo romântico, mas o livro é muito mais que isso.
     A história acontece em um tempo antigo e fala sobre Sophie que era casada com Edouard Lefévre que era um pintor francês (ressaltando aqui, que existem várias citações muito interessantes sobre pintores e estilo de pinturas que sem dúvida veio em boa hora, já que estava estudando sobre arte na faculdade). 
Sem dúvida a narrativa é impecável, tão detalhista que na hora que descrevia a fome que sentiam, eu também sentia, fora o prazer saboreado quando conseguiam algumas sobras e a precariedade em que viviam por causa da guerra me fez temer e a odiar esses tempos ridículos da insensatez humana.

"Era como se na sua cabeça houvesse um mundo de terrores e combatê-lo fosse para ela duas vezes mais difícil que para o restante de nós".

     A vida de Sophie não foi nem um pouco fácil e todas as decisões que tomou foram para sua sobrevivência e proteção da família, fora o desejo avassalador de reencontrar o marido. Sophie possuía um quadro que o marido pintara dela. Uma Sophie diferente, mais nova, mais ousada e feliz, esse quadro faz com que um comandante alemão conceda sobras de comida, uma noite de dança e conversa, mas também alguns momentos horríveis na pobre vida dela, momentos esses que me fez implorar para que acabassem e que ela tivesse um bom final.

"Uma vez feito, não pode ser desfeito".

     Quando começo a me empolgar com o livro, ele pula para o ano de 2000 e agora a personagem principal é Liv Halston. Liv é uma mulher adulta que mora em um apartamento grande demais feito pelo marido que era arquiteto e precisa conviver com o espaço vazio deixado após a morte do amado. 
     O mistério entra agora quando nos é apresentado o quadro de Sophie na parede no quarto de Liv. Resumindo tudo, Liv precisa superar o marido e aparece um rapaz que vai ajudá-la a seguir em frente, mas esse homem também pode ser uma grande dor de cabeça..... 

"Na vida há coisas muito mais importantes do que vencer".

     Então o resto do livro é a briga constante de Liv para provar que o quadro de Sophie é dela por direito e com isso as histórias vão se encaixando e vamos descobrindo mais sobre os Lefévre e os Halston.
     Sem mais delongas, a história é muito boa, faz você querer terminar logo para saber o que aconteceu com Sophie e quem ficará com o quadro. Eu gostei bastante, é um enredo bem maduro.Não tenho nada do que me queixar.

"Eu sei como as coisas podem mudar, Greg; como as coisas que você jura que não vão incomodá-lo no início podem acabar destruindo o que é bom".

-T


Páginas: 384

Editora: Intrínseca

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