★★★★
Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.
"Acordo sim; mas sempre vazio, como se alguém tivesse drenado meu sangue".
Finch é um garoto com transtornos de bipolaridade que tenta esconder de todos para não ser rotulado. As vezes passa dias apagado e tem pensamentos suicidas, embora seja um menino super determinado e não aparente ter todos esses conflitos internos. Violet não passa pelos mesmos problemas, possui uma família que a entende e a ama, o único problema é que não consegue superar a morte da irmã mais velha.
"De acordo com a minha experiência, as pessoas são muito mais compreensivas se conseguem ver a sua doença, e pela milionésima vez na vida eu desejei ter sarampo ou varíola ou alguma outra coisa facilmente verificável só pra ficar mais fácil pra mim e pra todo mundo. Qualquer coisa seria melhor que a verdade".
Os dois juntos irão descobrir o significado de se sentir vivos, sobre ser e não ter, sobre deixar um pouco de si no mundo. EU ESTIVE AQUI!
"Porque estar desperto faz com que tudo na gente esteja vivo e pulsante e compense pelo tempo perdido".
O motivo de não ter ganho 5 estrelas, foi que o final não me agradou, em uma determinada cena eu fiquei repetindo mentalmente que isso era impossível, não podia ser. Os fatos te confundem, fazem você ver uma coisa e querer acreditar naquilo, embora você também esteja vendo o outro lado, mas não quer acreditar que aquilo possa acontecer. É confuso, difícil de explicar, acho que o livro passou bem a ilusão e confusão que temos quando um suicídio acontece e você fica se perguntando como a pessoa fez algo assim se parecia tão feliz. Eu realmente me senti perdida depois da tal cena..... Mas não entendam mal, o livro é muito bom!
"Tenho segredos. Sou uma bagunça. Não só meu quarto, mas eu mesma. Ninguém gosta de bagunça".
Em certos momentos Finch me lembrava o Gus de A Culpa é Das Estrelas do John Green, pois era determinado, quando colocava algo na cabeça ninguém tirava e quando gostava de algo, não desistia até conseguir. Sabia ser sensível e romântico, super parecido com o Gus, ao menos pra mim! Também me lembrou Cidades De Papel do mesmo autor, por causa das andanças que eles fazem e de um acontecimento lá com o Finch, então comecei a lembrar da Margo. Mas ....
"Tenho que ficar aqui. Tenho que ir ali. Aqui. Ali. Vai e volta, mas não chega a nenhum lugar novo. [...] Vejo as pessoas darem um empurrãozinho de vez em quando, mas nunca forte o suficiente. [...] Você precisa retomar as rédeas. Ou vai ficar em cima do parapeito que construiu pra si mesma para sempre".
O livro é muito bom, podem ler, sei que irão gostar! Lembre-se viva intensamente cada minuto!
"[...] é mais vantajoso fingir ser como todo mundo, mesmo sabendo desde sempre que somos diferentes. A culpa é toda sua, eu disse a mim mesmo na época - culpa por não conseguir ser normal.
-T
Páginas: 336
Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte


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