Uma Confissão ☕


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Sinopse: Uma confissão registra a intensa crise de fé de Tolstói quando, em 1879, já tendo escrito duas das mais aclamadas obras da literatura universal, Guerra e Paz e Anna Kariênina, ele se questiona sobre o sentido da vida e é confrontado com sentimentos suicidas. A narrativa de sua crise e a busca por respostas estão apresentadas, de maneira autêntica e não menos comovente, em tradução exemplar de Rubens Figueiredo.
     
     Liev foi um homem que sempre acreditou na razão, baseava sua vida em tudo que pudesse provar. Vivia uma vida fútil, cercado por pessoas hipócritas que não faziam ideia do que estavam fazendo com suas vidas, mas fingiam estar no controle de tudo.
     Em um determinado período de sua vida, Liev percebe como e onde estava vivendo e nada disso lhe agrada mais, não dá prazer, não o alimenta com sonhos e paixões. Tudo acaba perdendo o sentido. Então ele vai em busca de entender o vazio que se instalou em seu peito. Porém ele procura nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas e percebe que nenhuma tem a resposta e que só estão se iludindo. Depois ele começa a fazer amizades novas e frequentar lugares diferentes, estudar coisas que não acreditava ou não concordava, mas ainda sim não conseguia encontrar a resposta, nem preencher o vazio.

" [...] lá onde ele achava que estava a fé, já fazia muito tempo era um lugar vazio."

" [...] ao avaliar o que é bom e necessário, não sigo o que as pessoas dizem e fazem, nem o progresso, mas meu coração."

" [...] comecei a ter momentos , no início, de perplexidade, de interrupções da vida, como se eu não soubesse como viver, o que fazer, e me perdia e caía no desânimo. Mas isso passava e eu continuava a viver como antes. Depois, esses momentos de perplexidade começaram a se repetir cada vez com mais frequência e sempre da mesma forma. Aquelas interrupções da vida sempre se exprimiam com as mesmas questões: Para quê? Muito bem, mas e depois?"

     Finalmente ele sai em busca dos ensinamentos religiosos e começa a entender, percebe que precisamos tanto da razão quanto daquilo que não conseguimos explicar. Tolstói continua acreditando na razão e achando falhas na religião, porém consegue finalmente compreender que precisamos ter fé, não necessariamente em um Deus, mas em algo que nos dê força, que nos motive a continuar. Fé é algo que vai muito mais além e é muito mais complexo. E que a igreja, mesmo sendo duvidosa, é a única que proporciona respostas que podem preencher o vazio.

"E descobri que, em relação a essa questão, todos os saberes humanos [...] nem num polo, nem no outro existem respostas para as questões da vida."

"O saber racional, na pessoa dos sábios e cultos, nega o sentido da vida, enquanto a enorme massa de pessoas, a humanidade inteira, reconhece esse sentido num saber irracional. E esse saber irracional é a fé [...]"

"[...] a fé é o sentido da vida humana, graças ao qual o homem não se destrói, e vive. [...] Se o homem vive, ele acredita em alguma coisa."

"Digo que essa busca de Deus não era um raciocínio, mas um sentimento, porque essa busca decorria não de meus pensamentos - era até seu oposto direto -, mas sim do coração. Era um sentimento de medo, de abandono, de solidão, em meio a tudo que me é estranho, mas também de esperança por alguma ajuda."

-T

Páginas: 128
Autor: Liev Tolstói 
Editora: Mundo Cristão
Gênero: Biografia, Autobiografia, Memórias

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